Gabriela Corrêa Brasileiro

Nome: GABRIELA CORREA BRASILEIRO

Data de publicação: 07/10/2024

Banca:

Nomeordem decrescente Papel
ALESSANDRO LOPES AGUIAR Examinador Externo
KYSSYANNE SAMIHRA SANTOS OLIVEIRA Examinador Interno
RENATO DAVID GHISOLFI Presidente

Resumo: A pesquisa teve por objetivo identificar o papel do Cânion Submarino Watu Norte na ressurgência
costeira da Plataforma Continental do Espírito Santo (PCES). Para tanto, inicialmente foi realizada
uma caracterização termohalina e de distribuição de massas de água na região. Diferente de
estudos anteriores, que consideravam resultados de modelagem numérica, sensoriamento remoto
ou dados in situ coletados esporadicamente, esta etapa do trabalho analisou dados de temperatura
e salinidade coletados entre os anos de 2018 a 2023 em 40 cruzeiros oceanográficos, permitindo
uma descrição sazonal inédita da estrutura termohalina e da distribuição de massas de água. A
análise revelou regiões distintas na plataforma, com estratificação térmica sazonal e presença
de ACAS ao sul da foz do Rio Doce ao longo de todo o ano, enquanto a homogeneidade foi
predominante ao norte da foz. Para avaliar os impactos do cânion submarino durante eventos
de ressurgência costeira, simulações numéricas semi-idealizadas foram realizadas e indicaram
que essa feição influencia na distribuição da ACAS, incrementando o transporte de água para
a plataforma e facilitando a intrusão de águas mais frias sobre a região adjacente ao canal. As
dimensões do cânion mostraram-se cruciais, pois a análise adimensional de dois números de
Rossby e da proporção entre comprimento e largura do cânion indicaram que a corrente tende a
romper a geostrofia, gerando um fluxo intenso para a cabeceira. Apesar dessa dinâmica ocorrer
durante os eventos de ressurgência costeira, a direção da corrente nas bordas em direção oposta à
superficial resultou em um padrão de circulação anticiclônico nas laterais do canal, observado
entre a profundidade da quebra de plataforma e 30 metros acima da cabeceira. A compressão do
fluxo ao seguir para isóbatas mais rasas intensificou essa circulação. Esses resultados destacaram
a importância dos cânions submarinos na dinâmica costeira e a necessidade de modelos que
incluam batimetria detalhada, essencial para a gestão de áreas protegidas e previsão de padrões
oceânicos.

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