SOIL AND TREE-STEM CO2 AND CH4 FLUXES FROM LIVING AND DEAD
MANGROVE FORESTS IN SE BRAZIL
Nome: LAYZA ROXANNE SANTANA DE LIMA
Data de publicação: 17/03/2026
Banca:
| Nome |
Papel |
|---|---|
| ANGELO FRAGA BERNARDINO | Presidente |
| GABRIEL NUTO NOBREGA | Examinador Externo |
| JEAN CHRISTOPHE JOYEUX | Examinador Interno |
Resumo: Embora os manguezais sejam essenciais para a dinâmica do carbono azul em
zonas costeiras, ainda se sabe pouco sobre os fluxos de gases do efeito estufa
(GEE) emitidos por essas florestas. Nesse trabalho, investigamos os fluxos de
GEE de solos e árvores de manguezais em florestas mortas e vivas em um
estuário polihalino no sudeste do Brasil, com o objetivo de entender os efeitos
da mortalidade florestal nos fluxos de CO2 e CH4. Uma vez que os fluxos de CO2
são parcialmente mediados pela respiração aeróbica da vegetação, e que os
fluxos de metano dos solos e troncos são influenciados pelo balanço entre
produção microbiana e oxidação, esperávamos encontrar menores fluxos de
GEE em manguezais mortos. Entretanto, nossos resultados mostraram que
manguezais vivos e mortos apresentaram fluxos médios de CO2 do solo
semelhantes, com valores anuais de 70,8 ± 25,0 e 74,0 ± 27,1 mmol m2 d1,
respectivamente. Os fluxos médios de CH4 do solo também foram comparáveis
entre florestas vivas e mortas, variando entre 205 ± 238 e 244 ± 130 mol m2
d1, com o metano contribuindo com apenas 2–3% das emissões totais em CO2
equivalente. Observamos ainda efeito sazonal nos fluxos de CO2 do solo, com
maiores emissões durante o verão em relação ao inverno, enquanto os fluxos de
CH4 não apresentaram variação sazonal consistente. A altura da lâmina d’água,
influenciou a variabilidade instantânea dos fluxos, sendo o principal controlador
ambiental dos fluxos de CO2 e CH4 do solo, independentemente da condição
florestal. Os fluxos de CO2 nos troncos das árvores diminuíram ao longo do
gradiente vertical, indicando transporte passivo dominado por difusão, enquanto
os fluxos de CH4 nos troncos foram desprezíveis. Quando combinados e
extrapolados para a região estuarina estudada, as emissões de GEE em escala
ecossistêmica foram amplamente dominadas por processos do solo (>99%) em
ambas as condições de manguezal.
