POTENCIAL DISTRIBUIÇÃO DO TUBARÃO-LIMÃO, Negaprion brevirostris (POEY, 1868), NO BRASIL

Nome: JOSÉ VICTOR CALENZANI DE OLIVEIRA MOREIRA

Data de publicação: 04/09/2025

Banca:

Nomeordem decrescente Papel
JONES SANTANDER NETO Presidente
MAURICIO HOSTIM SILVA Examinador Interno
RODRIGO RISI PEREIRA Examinador Externo

Resumo: O tubarão limão é encontrado no Oceano Atlântico, desde os Estados Unidos até o sul do Brasil,
geralmente em águas rasas e costeiras, próximas a recifes de corais, manguezais, baías e fozes de rios.
No Brasil, a espécie é frequentemente avistada em Fernando de Noronha e no Atol das Rocas. A
distribuição e abundância de uma espécie ao longo do tempo oferecem importantes informações sobre
sua ecologia e comportamento, por isso, o objetivo deste estudo foi investigar a distribuição espacial
do tubarão limão em áreas costeiras brasileiras. De acordo com o mapa de distribuição fornecido pela
União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN), a espécie está presente em toda a costa
do Brasil. Este estudo incluiu uma análise cientométrica sobre o monitoramento de desembarques
pesqueiros e pescarias nas regiões costeiras brasileiras, além de novos registros para a área. Com base
nessa análise, não foram encontradas evidências que sustentem a ideia de que a espécie está
amplamente distribuída por toda a plataforma costeira brasileira, sendo sua presença mais rara em
locais além das ilhas oceânicas, onde é mais comumente observada. Nas últimas décadas, os Modelos
de Distribuição de Espécies (Species Distribution Models – SDMs) vem sendo amplamente utilizados
para orientar o planejamento e medidas de manejo para conservação, avaliar impactos causados pelas
mudanças climáticas sobre as espécies e criação de áreas de proteção ambiental. Foram compilados
dados de ocorrência a partir de bases globais on-lines e de literatura científica, além de sete variáveis
embientais oriundas do banco Bio-ORACLE, com isso quatro algoritmos foram utilizados para a
predição do SDM de tubarão limão: o MaxEnt apresentou melhor desempenho (AUC > 0.99), seguido
por Mahalanobis (AUC 0.94), enquanto o Bioclim (AUC 0.88) e Domain (AUC 0.73)
apresentaram resultados inferiores, quando compilados para formar a modelagem o valor de
encontrado foi considerado com uma predição confiável (AUC 0.88). A modelagem indica alta
adequabilidade ambiental nas regiões de Fernando de Noronha e Atol das Rocas e o contrário para
regiões Sudeste e Sul do Brasil. Os resultados apontem uma distribuição subestimada da espécie nos
mapas atuais e indicam as ilhas oceânicas como área prioritária. Devido a isso, recomenda-se uma
revisão nos mapas de distribuição do Brasil, bem como do status de ameaça.

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