VARIABILIDADE ESPACIAL E TEMPORAL DO ESTRESSE TÉRMICO SOBRE O BANCO DE ABROLHOS, ATLÂNTICO SUL

Nome: Natiely Priscila Paiva Monteiro
Tipo: Dissertação de mestrado acadêmico
Data de publicação: 24/02/2021
Orientador:

Nomeordem decrescente Papel
Renato David Ghisolfi Orientador

Banca:

Nomeordem decrescente Papel
Alex Cardoso Bastos Suplente Interno
Fabian Sá Examinador Interno
Renato David Ghisolfi Orientador
Ruy Kenji Papa de Kikuchi Examinador Externo

Resumo: O Estresse Térmico (ET) que está associado a alteração na temperatura que pode ser suficientemente severa para causar condições desfavoráveis ou mesmo letais aos organismos aquáticos, suas populações, estrutura de comunidade ou ecossistemas, também tem sido associado ao branqueamento dos corais. Neste sentido, é imprescindível o acompanhamento da variabilidade espaço-temporal da temperatura da água do mar, como por exemplo na região do Banco de Abrolhos. O Coral Reef Watch (CRW) disponibiliza medidas diárias ex-situ da temperatura da superfície do mar representativos para essa área. Apesar da TSM ser uma fonte importante de dados, principalmente na ausência de medidas in situ, é imprescindível que se avalie a representatividade espaço-temporal dessa medição comparando-a com aquelas realizadas em campo. Dessa forma, será possível se avaliar se o estresse térmico indicado pelo CRW é representativo, isto é, ele é semelhante aquele estimado a partir das medidas de temperatura da água do mar in loco.
O objetivo geral deste estudo é avaliar a representatividade espaço-temporal das medidas de temperatura e estimativas de estresse térmico obtidas in situ e ex-situ sobre o Banco de Abrolhos. Os resultados obtidos mostraram que padrão térmico observado em Abrolhos se caracteriza por um padrão aquecimento-resfriamento, sendo o pico da temperatura observado no final do verão início do outono. Quando se comparam os alertas gerados por uma série de temperatura pontual pelo CRW com medidas in situ obtidas em diferentes profundidades e locais viu-se que a extrapolação espacial não é válida. A comparação entre os dados in situ e do CRW mostrou que, tanto na duração quanto na intensidade do alerta, as diferenças entre a estimativa de temperatura ex- situ e a temperatura que realmente atua sobre os corais podem ser grandes. Essas diferenças refletem em parte a estratificação vertical sobre o Banco de Abrolhos nos meses críticos de fluxo líquido de calor em direção ao oceano (final do período chuvoso e início do período seco). As medições de temperatura dos corais profundos e do arco externo mostraram valores inferiores a Máxima Temperatura Média Mensal, impedindo o estresse térmico sobre os corais. Na estação seca ocorre a homogeneidade térmica da coluna de água. Finalmente, para os recifes costeiros e rasos (porém relativamente distantes da costa) os alertas de branqueamento se comparam entre si. No entanto, isso não significa que o branqueamento efetivamente ocorrerá no nível predito já que ele precisa ser avaliado pontualmente e individualmente, pois processos físico-químicos podem afeta-los distintamente em diferentes locais.

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