ESTIMATIVA DAS EMISSÕES DE NUTRIENTES (N e P) NA BACIA HIDROGRÁFICA DO RIO JACARAÍPE – SERRA (ES) E POTENCIAL DE EUTROFIZAÇÃO ESTUARINA

Nome: Nathalia Ribeiro Bignotto
Tipo: Dissertação de mestrado acadêmico
Data de publicação: 01/04/2020
Orientador:

Nomeordem decrescente Papel
Gilberto Fonseca Barroso Orientador

Banca:

Nomeordem decrescente Papel
Fabian Sá Examinador Interno
FRANCISCO JOSE DE PAULA FILHO Examinador Externo
Gilberto Fonseca Barroso Orientador

Resumo: Os sistemas estuarinos sofrem as pressões da acelerada e desordenada ocupação da zona costeira. Neste sentido, as lagunas costeiras apresentam grande vulnerabilidade a impactos ambientais, sobretudo à eutrofização artificial, resultando na perda da integridade ecológica devido ao exacerbado aporte de nutrientes no sistema lagunar. A bacia hidrográfica do Rio Jacaraípe - BHRJ é composta por duas subbacias, a bacia hidrográfica da Laguna Juara - BHLJU e a bacia hidrográfica da Laguna Jacuném - BHLJA, está localizada no município de Serra (ES) e é submetida aos aportes de nutrientes de fontes naturais e antropogênicas da bacia hidrográfica. O objetivo desse estudo foi avaliar o potencial de eutrofização estuarina na BHRJ por meio dos fatores de emissões de Nitrogênio e Fósforo (N e P) distinguindo as fontes de poluição em naturais, deposição atmosférica e denudação física e química dos solos, e em fontes antropogênicas como escoamento superficial urbano, produção de esgoto doméstico, resíduos sólidos municipais, agricultura e pecuária. A validação dos resultados foi feita utilizando os dados estimados de vazão e dados de hidroquímica do Programa de Monitoramento da Qualidade de Água da Agência Estadual de Recursos Hídricos (AGERH-ES) através da determinação dos fluxos de nutrientes e de Índices de Estado Trófico (IETBurns e IETLamp). As emissões estimadas de N e P para a BHRJ foi de 414,12 t.ano-1 e 102,32 t.ano-1 , respectivamente. A contribuição das fontes antropogênicas foi de 92,58 e 97,71%, para o N e o P, respectivamente, sendo o esgoto doméstico a principal fonte, contribuindo com 57,69 e 67,36% dessa emissão. A BHLJU foi a responsável pelas maiores emissões anuais de N e P, 64,61 e 63,90%, respectivamente. No entanto, quando normalizadas por área, a BHLJA (4,27 e 1,09 t.km-2 .ano-1 de N e P, respectivamente) excedeu os valores da BHLJU (1,64 e 0,40 t.km-2 .ano-1 de N e P, respectivamente), representando 72,42 e 72,97% da produtividade de N e P da BHRJ, sendo considerada um hotspot de produtividade. As duas lagunas apresentaram condições hipereutróficas tanto para IETBurns como para o IETLamp o que reforça que medidas de controle da eutrofização devem ser aplicadas em ambas as lagunas e subbacias, como também para ambos nutrientes, N e P. Foram propostas medidas, como tratamento terciário do esgoto doméstico, boas práticas agropecuárias, reconstrução da mata ciliar, criação de novas ETEs e estações de monitoramento, além de educação ambiental, visando mitigar, controlar e monitorar os aportes de nutrientes para a BHRJ.

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