DIFERENÇAS ENTRE AS ESCALAS REGIONAL E LOCAL NA APLICAÇÃO DA ABORDAGEM MULTICRITÉRIO DA VULNERABILIDADE COSTEIRA: ESTUDO DE CASO NO LITORAL SUL DO ESPÍRITO SANTO

Nome: Gilberto Daniel Lima Filgueiras
Tipo: Dissertação de mestrado acadêmico
Data de publicação: 27/03/2020
Orientador:

Nomeordem decrescente Papel
Jacqueline Albino Orientador

Banca:

Nomeordem decrescente Papel
Dieter Carl Ernst Heino Muehe Examinador Externo
Gilberto Fonseca Barroso Examinador Interno
Jacqueline Albino Orientador

Resumo: Nas últimas décadas questões relativas à vulnerabilidade costeira têm sido importantes ao longo das costas de todo mundo, devido às questões climáticas, elevação do nível dos oceanos e expansão urbana sobre essas regiões. Tornase necessário entender o grau de vulnerabilidade costeira e os fatores envolvidos, a fim de evitar perdas socioeconômicas e ambientais. O presente estudo analisou, através do Índice de Vulnerabilidade Costeira (CVI), como a vulnerabilidade costeira é alterada com a mudança das características geomorfológicas ao longo da costa dos municípios de Marataízes e Presidente Kennedy, litoral sul do estado do Espírito Santo. Esta avaliação foi realizada a partir de levantamentos regional e local para a Praia Central em Marataízes. Geomorfologia costeira, modelo digital de elevação, taxas de mobilidade costeira e distância da isóbata de 20m, que refletem o grau de exposição às ondas, foram obtidas através de dados de sensoriamento remoto. Alcance do espraiamento máximo (run up), altura da barreira receptora, taxa de mobilidade costeira e distância da urbanização costeira foram obtidos através de levantamento em campo. A espacialização dos dados e a integração dos mesmos através do CVI foi realizado através da utilização de SIG. Os resultados mostram que em 49% dos 44km do litoral estudado, a vulnerabilidade é moderada a muito alta, com destaque para as regiões do litoral com presença de falésias e extensas planícies costeiras. Discute-se a comparação dos resultados por perspectivas de escala e método, as diferenças de escala nos resultados dos levantamentos, e a vulnerabilidade costeira do litoral sul capixaba. Conclui-se que ambos os levantamentos, regional e local, se mostraram eficaz em determinar a vulnerabilidade costeira. A melhor opção pode ser uma combinação entre um levantamento regional, subsidiando um levantamento local. Quanto a gestão, as soluções imediatistas são mais utilizadas para lidar com questões climáticas e/ou ambientais, e tendem a ser menos eficientes.

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