RESPOSTA FISIOLÓGICA DO DENTÃO (LUTJANUS JOCU) DURANTE O TRANSPORTE E SOB DIFERENTES CONDIÇÕES DE CULTIVO

Nome: Bruno de Laquila Oliveira
Tipo: Tese de doutorado
Data de publicação: 26/03/2020
Orientador:

Nomeordem decrescente Papel
Luiz Fernando Loureiro Fernandes Orientador

Banca:

Nomeordem decrescente Papel
ADRIANA REGINA CHIPPARI GOMES Examinador Externo
Jean-Christophe Joyeux Examinador Interno
Luiz Fernando Loureiro Fernandes Orientador
MANUEL VAZQUEZ VIDAL JUNIOR Examinador Externo
Maurício Hostim Silva Examinador Interno

Resumo: O desenvolvimento da piscicultura marinha, através de peixes com valor econômico, torna-se uma iniciativa fundamental na preservação dos estoques pesqueiros, e vem aumentando progressivamente nos últimos anos. Existe uma carência de informações científicas quanto a geração de dados necessários para que protocolos mais específicos e cientificamente fundamentados possam ser estabelecidos com segurança. A análise de sangue pode se tornar uma ferramenta rápida, não-letal e de baixo custo para a detecção precoce de situações de desnutrição, estresse e infecção em peixes, onde a falta de valores de referência hematológica e parâmetros bioquímicos em animais saudáveis tem limitado sua aplicação. Os procedimentos de captura, manuseio e transporte em peixes podem provocar diversas alterações, trazendo efeitos supressivos sobre o crescimento, reprodução e imunidade, e até mesmo mortalidade. Objetivando preencher essa lacuna de informações, através da escolha de uma espécie de peixe marinho nativa ainda não disponível em qualquer literatura, esta tese é composta por cinco capítulos: o primeiro capítulo caracterizou e avaliou o efeito do manuseio e transporte de dentão (Lutjanus jocu) sob anestésico e em sua ausência, em medições de estresse previamente ao transporte, após a chegada dos organismos no laboratório e 24 h após (recuperação), através de respostas hematológicas e bioquímicas. O segundo capítulo teve como objetivo descrever o primeiro registro de Neobenedenia melleni em dentão (Lutjanus jocu) no oeste do Atlântico Sul, onde também foram sugeridos procedimentos adotados para eliminação deste parasito em peixes cultivados em laboratório. O terceiro capítulo buscou avaliar a condição e resposta imunológica através de parâmetros bioquímicos e hematológicos em dentão (Lutjanus jocu) cultivados em tanque-rede, posteriormente no laboratório, com a infestação por Neobenedenia melleni e após o tratamento com banho de água doce e aplicação injetável de levamisol. O quarto capítulo foi documentado o primeiro registro de Caligus asperimanus Pearse, 1951 no Atlântico Sul Ocidental parasitando Lutjanus jocu e Lutjanus vivanus capturados nas zonas costeiras do Espírito Santo e Rio de Janeiro, respectivamente. Por fim, o quinto capítulo teve como objetivo avaliar a influência da salinidade (0-30) nos parâmetros bioquímicos e hematológicos em juvenis de Lutjanus jocu. Os resultados são inéditos, apresentando L. jocu como uma espécie promissora para o cultivo do ponto de vista da rusticidade, facilidade de manejo, resistência a infestações parasitárias (com o primeiro registro de N. melleni e C. asperimanus parasitando L. jocu no Atlântico Sul Ocidental) e adaptação ao cultivo em baixas salinidades, abrindo perspectiva para que o dentão possa ser cultivado desde águas continentais, estuarinas e até em grandes gaiolas offshore.

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