Vulnerabilidade erosiva e soluções de proteção para o litoral sul do Espírito Santo

Resumo: A zona costeira, devido a sua atratividade paisagística, tem sido um destino preferencial para a fixação de residências, haja vista a taxa de aumento populacional em geral mais elevada que a média dos municípios não costeiros. Na busca da proximidade ao mar, a urbanização tende a se expor à mobilidade inerente às praias arenosas que se ajustam dinamicamente a variações na disponibilidade de sedimentos às mudanças do clima de ondas e do nível do mar. Alterações significativas em todas essas variáveis são esperadas como decorrência da mudança climática, levando a um ajuste das praias no seu perfil em planta e transversal, acompanhado consequentemente de processos erosivos e acrecionais localizados, representando os primeiros um risco para construções localizadas dentro da faixa de adaptação horizontal levando à destruição das mesmas ou exigindo medidas de adaptação ou mitigação, como recuperação de praias por aterro ou colocação de estruturas rígidas de proteção, procedimentos que muitas vezes não estão ao alcance das disponibilidades financeiras. Com o objetivo de reconstituir a tendência evolutiva do litoral assim como identificar e quantificar os processos morfosedimentares atuantes da orla costeira e zona submarina adjacente, e consequentemente identificar áreas de risco e propor medidas mitigadoras ou de adaptação, o presente projeto propõe dar início a um levantamento sistemático da orla costeira do Estado, começando no sul do estado a partir da desembocadura do Itabapoana até a localidade de Marataízes. Trata-se de um trecho com 34 km de praias quase contínuas e que defrontam diferentes ambientes geomorfológicos como planícies de cristas de praia, falésias ativas e não ativas, e barreiras arenosas defronte a lagoas costeiras. Os níveis de urbanização são ainda reduzidos na maior parte do trecho, com exceção de Marataízes onde intensos processos de erosão costeira levaram à realização de um imenso aterro artificial. A situação deverá mudar radicalmente a partir da construção de um super porto a ser localizado no município de Kennedy, o que implicará em significativo aumento populacional e consequentemente da urbanização, além de interferência no fluxo hidrodinâmico e de sedimentos devido às obras de engenharia. Mas, mesmo nos trechos de urbanização incipiente, as construções tendem a se situar a uma distância inferior aos 50m medidos a partir do contato da praia com a retroterra conforme previsto Decreto Nº 5.300 de 7 de Dezembro de 2004, e que regulamenta a Lei no 7.661, de 1988, estando vulneráveis à erosão em caso de elevação do nível marinho ou redução no aporte de sedimentos.

Data de início: 2016-04-01
Prazo (meses): 24

Participantes:

Papelordem decrescente Nome
Coordenador Jacqueline Albino
Pesquisador Alex Cardoso Bastos
Acesso à informação
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