Avaliação e Monitoramento dos Impactos no Ambiente Marinho Causados por Material de Rejeito de Mineração

Resumo: Desde a chegada dos rejeitos de mineração na foz do Rio Doce, está em curso um detalhado monitoramento da posição e comportamento da pluma, bem como a caracterização da mesma em relação aos aspectos físicos, químicos, geológicos e biológicos. Algumas iniciativas foram implementadas logo após a chegada do material de rejeito no mar, entre elas estão coletas de água, sedimento e biota realizadas por pesquisadores da UFES, em expedições oceanográficas com o NOc. Vital de Oliveira (dezembro de 2015) e com o NOc. Soloncy Moura (Jan-Fev de 2016), em parceria com a Marinha do Brasil-UFES, e com o IBAMA/ICMBio/IEMA-ES, respectivamente. O objetivo destas expedições foi o de coletar amostras nas diversas fases da pluma, em regiões próximas a costa, para avaliar o comportamento, composição e distribuição do material que chega à plataforma interna e já obter um diagnóstico inicial dos impactos causados pelo desastre. Esta primeiras análises são essenciais para o planejamento e execução de um programa de recuperação dos ecossistemas afetados e das comunidades impactadas.

As principais problemáticas observadas no momento agudo do impacto podem ser listadas como sendo: i) extensão, caracterização e variação temporal do impacto no ecossistema; ii) balneabilidade das praias e iii) impacto nos recursos vivos/pesqueiros. Estas problemáticas estão associadas diretamente à necessidade de se conhecer a influência do impacto na saúde humana e no meio social. Para identificar, mensurar e mitigar os impactos causados no ambiente marinho, decorrentes da presença dos rejeitos de mineração, é preciso, inicialmente, entender o funcionamento dos ecossistemas atingidos e dos ecossistemas associados. Esse conhecimento será primordial para traçar medidas para sua recuperação e garantir a manutenção dos serviços prestados por eles. Os serviços ecossistêmicos podem ser definidos como os benefícios às populações humanas derivados direta ou indiretamente das funções do ecossistema, como o fornecimento de recursos alimentares (e.g. pescado), água para consumo e irrigação, controle de erosão e retenção da sedimentação (e.g. manutenção e formação do solo), aumento da resiliência em caso de flutuações climáticas (e.g. proteção contra tempestades, inundações e recuperação após períodos de seca), e serviços de ordem cultural e recreativa

Data de início: 2016-02-01
Prazo (meses): 60

Participantes:

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Coordenador Alex Cardoso Bastos
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