A dinâmica da camada de mistura oceânica da porção Abrolhos-Campos da costa brasileira

Nome: Júlia Tavares Salviato
Tipo: Dissertação de mestrado acadêmico
Data de publicação: 21/12/2015
Orientador:

Nomeordem decrescente Papel
Renato David Ghisolfi Orientador

Banca:

Nomeordem decrescente Papel
Alex Cardoso Bastos Examinador Interno
Renato David Ghisolfi Orientador

Resumo: A camada de mistura oceânica (CM) acopla o oceano à atmosfera. As características da CM determina as trocas de fluxo de calor e gases que afetam o clima. Adicionalmente, ciclos biogeoquímicos e produtividade biológica são também afetados pela profundidade da CM, a qual controla a entrada de nutrientes para a zona eufótica através da mistura vertical e entranhamento. Para entender esse processo é necessário compreender os mecanismos que regem a dinâmica da CM. O padrão espacial da variação sazonal da CM na região Abrolhos-Campos foi investigada, assim como a importância relativa dos fluxos de calor, de momentum e do bombeamento de Ekman na variação sazonal do balanço de calor na CM, utilizando temperatura e salinidade do WOA (World Ocean Analises), fluxos de calor do Projeto OAFlux (Objectively Analyzed air-sea Fluxes) e tensão de cisalhamento do vento do COADS (Comprehensive Ocean-Atmosphere Data Set). Para complementar essas análises e investigar a dinâmica em escala suprainercial , séries temporais de outubro 2011 a outubro 2012 de fluxos de calor e da resposta do oceano, obtidos da boia do Projeto PIRATA 19°S,34°W também foram analisadas. O resfriamento e aprofundamento sazonal da CM respondeu primariamente ao fluxo líquido de calor com grande contribuição do fluxo de calor de onda curta. A partir do final do inverno e na primavera, forte tensão de cisalhamento do vento foram importantes para manter a CM profunda. A velocidade do bombeamento de Ekman contribuiu em uma pequena parte na evolução do oceano superior na região de estudo. Em geral, os resultados da análise das séries temporais do Projeto PIRATA confirmaram o encontrado com os dados climatológicos. Porém, a análise espectral da CM computada através da série do Projeto PIRATA revelou picos de energia em 12h e 24h, sugerindo a contribuição de ondas internas na mistura do oceano superior.

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