Dinâmica de um Canal Estuarino Fracamente
estratificado

Nome: Fernanda Nascimento de Paula e Silva
Tipo: Dissertação de mestrado acadêmico
Data de publicação: 11/03/2014
Orientador:

Nomeordem decrescente Papel
Valéria da Silva Quaresma Orientador

Banca:

Nomeordem decrescente Papel
Alex Cardoso Bastos Examinador Interno
Valéria da Silva Quaresma Orientador

Resumo: O objetivo principal desse trabalho é analisar e descrever a estrutura espacial dos fluxos
mareais e submareais em um canal estuarino sob diferentes condições hidrológicas e de maré. Os
estuários são regiões que possuem grande importância econômica, ambiental e social. Portanto,
conhecer os padrões de circulação em um estuário é fundamental, sendo eles responsáveis por
controlar os padrões biogeoquímicos do ambiente. A hidrodinâmica estuarina têm sido estudada sob
diferentes condições e aspectos oceanográficos, mas regiões como o Sistema Estuarino Piraquê-Açu
Piraquê-Mirim (SEPAPM) ainda são pouco conhecidas, sendo importante investigar quais são os
elementos dominantes que influenciam suas condições ambientais. A região apresenta sazonalidade
hidrológica bem marcada, pouca estratificação vertical, predominância de maré semidiurna e uma
batimetria dominada por um canal profundo seguido de uma planície com aproximadamente 50% da
profundidade do canal e 5 vezes mais larga. Em vista disso, buscou-se entender a circulação
estuarina em uma região transversal ao canal estuarino, analisando o comportamento dos fluxos
mareais e submareais, assim como a influência da batimetria, do vento e da vazão fluvial na mesma.
Para compreender a hidrodinâmica local, foram analisados: (i) o comportamento espaço-temporal de
parâmetros físico-químicos; (ii) o fluxo mareal; e (iii) o fluxo submareal, tanto longitudinal (W-E)
quanto transversal (N-S) ao estuário. Utilizou-se dados coletados em 2010 durante as duas estações
distintas (seca e chuvosa) e em cada período de maré (quadratura e sizígia). Percebeu-se que essa
parte do estuário encontra-se fracamente estratificado, tanto vertical quanto horizontalmente,
apresentando como dominante no processo de estratificação o tidal straining para todos os períodos
amostrados. A amplitude e a fase da componente semidiurna da maré apresentaram um padrão de
propagação homogênea ao longo de todo o perfil, mas na presença de altas amplitudes de correntes
pode haver cisalhamento horizontal, com as maiores amplitudes de correntes no canal. O fluxo
residual apresentou um padrão claro de circulação gravitacional, mesmo sob diferentes
condicionantes. Mesmo assim, ao longo dos períodos amostrados, o fluxo submareal foi dominado
por fricção na estação seca e pela morfologia local na estação chuvosa. O fluxo residual encontrado
para a sizígia seca foi considerado atípico e ocasionado devido as condições meteorológicas
medidas. Por fim, a circulação lateral apresentou maior variação nas diferentes campanhas, tendo
padrões opostos nas duas estações, com um giro anti-horário na seca e horário na chuvosa. O
transporte de sedimentos também foi inverso nas duas estações, ocorrendo importação de
sedimentos na estação chuvosa e exportação na seca, provavelmente relacionadas a circulação
lateral.

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