INFLUÊNCIA DA TEMPERATURA, SALINIDADE E ALIMENTAÇÃO NA SOBREVIVÊNCIA E CRESCIMENTO DO MISÍDEO Metamysidopsis munda ZIMMER, 1918 (CRUSTACEA: MYSIDA)

Nome: Barbara de Assis Cantarela
Tipo: Dissertação de mestrado acadêmico
Data de publicação: 28/11/2012
Orientador:

Nomeordem decrescente Papel
Luiz Fernando Loureiro Fernandes Orientador

Banca:

Nomeordem decrescente Papel
Gilberto Fonseca Barroso Suplente Interno
Levy de Carvalho Gomes Examinador Externo
Luiz Fernando Loureiro Fernandes Orientador
Renato Rodrigues Neto Examinador Interno

Resumo: O zooplâncton marinho é constituído por muitos grupos de organismos que possuem estrita relação com os ecossistemas em que estão inseridos, sendo que um papel importante é de servir como um elo de transferência da energia entre os produtores primários e os níveis tróficos superiores da cadeia alimentar. Em função disto, estes organismos podem ser utilizados na manutenção de sistemas de cultivo economicamente importantes. No entanto, para isso, é necessário antes ter conhecimento sobre a dieta alimentar, bem como a determinação dos melhores valores de salinidade e temperatura, pois estes parâmetros podem assegurar o sucesso de um cultivo. Com base nisso, o presente estudo teve como objetivo avaliar o efeito destas variáveis em juvenis de Metamysidopsis munda em três experimentos: o primeiro, uma combinação de quatro diferentes temperaturas (20, 25, 30, 35°C) com quatro diferentes salinidades (20, 25, 30, 35) onde se observou a sobrevivência dos organismos por um período de 96 horas; o segundo para avaliar a sobrevivência, tempo de muda e o crescimento onde foram testadas sete diferentes dietas: (RE) Náuplios de Artemia sp. recém eclodidos, (FB) Artemia sp. enriquecida com óleo de fígado de bacalhau, (CH) Chaetoceros muelleri, (CH+RE) Chaetoceros muelleri combinado com Artemia sp. recém eclodida, (ROT) rotífero, (ROT+RE) rotífero combinado com náuplios de Artemia sp. recém eclodidos, e (ZOO) zooplâncton selvagem ate a fase adulta; e o terceiro onde foi avaliada a qualidade nutricional através do conteúdo de ácidos graxos dessas 7 dietas e dos misídeos deste teste. No primeiro experimento verificou-se que as melhores respostas desses parâmetros sobre a sobrevivência de M. munda foram nos tratamentos T25S25 e T25S30 (acima de 86%) e que a temperatura teve maior influência sobre a sobrevivência de M. munda do que a salinidade . Já no segundo experimento as dietas que obtiveram os melhores resultados em todos os quesitos avaliados foram ZOO e ROT+RE. Já a que obteve resultados negativos foram CH e ROT, sendo que com CH os juvenis não sobreviveram nem até a 2° muda e com ROT (23%) apresentou sobrevivência baixa e crescimento comprometido. A dieta onde os organismos levaram maior quantidade de dias para se tornar maduros foi CH+RE (±14,78). No último experimento observou-se que os principais ácidos graxos encontrados nos misídeos juvenis são C16, C18, C18:1n-9, LNA, ARA e DHA. Compostos como LNA, LN e ARA contidos na dieta são importantes na fase juvenil do indivíduo e por meio desses os organismos conseguem biossintetizar para HUFAs como o DHA.

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