ALIMENTAÇÃO, Temperatura e Salinidade Como Fatores de Controle na Produção de Ovos de Acartia Lilljeborgi (copepoda: Calanoida) em Sistemas de Cultivo

Nome: Priscila Martinazzi Quirgo Nunes
Tipo: Dissertação de mestrado acadêmico
Data de publicação: 20/03/2012
Orientador:

Nomeordem decrescente Papel
Luiz Fernando Loureiro Fernandes Orientador

Banca:

Nomeordem decrescente Papel
Levy de Carvalho Gomes Examinador Externo
Luiz Fernando Loureiro Fernandes Orientador
Maurício Hostim Silva Examinador Interno

Resumo: A definição de uma dieta alimentar ideal, bem como a determinação dos valores ótimos de salinidade e temperatura é imprescindível para o aumento da produção, taxa de eclosão e de sobrevivência de copépodos. Com base nisso, o presente estudo teve como objetivo avaliar o efeito destas variáveis no copépodo Acartia lilljeborgi, a fim de propor as melhores condições para o cultivo desta espécie. Para isso foram realizados três experimentos nos quais foram analisados: (1) Produção de ovos fêmea-1 dia-1; (2) taxa de eclosão, (3) taxa de sobrevivência e (4) consumo algal. No primeiro experimento foram utilizadas três espécies de microalgas (Chaetoceros muelleri, Thalassiosira weissflogii e Isochrysis galbana) com as quais desenvolveu-se sete dietas: monoalgal (CH, TWE e ISO); a bialgal (CH + TWE; CH + ISO e TWE + ISO) e, por fim, a trialgal (CH + TWE + ISO). No segundo experimento foram analisadas diferentes temperaturas (20, 25, 30 e 35ºC) e, por fim, no terceiro experimento foram verificadas cinco salinidades diferentes (15, 20, 25, 30 e 35). No experimento 1, a produção média de ovos variou entre, 12 e 44 ovos fêmea-1 dia-1, sendo que as maiores taxas de produção foram nos tratamentos TWE e CH+TWE. A taxa de eclosão observada no tratamento CH+TWE (96%) manteve-se mais elevada diferindo significativamente dos demais, entretanto os tratamentos TWE; ISO, CH+ISO; TWE+ISO e CH+ISO foram similares entre si e com uma boa taxa de eclosão. O tratamento CH apresentou a menor taxa de eclosão (56%). Os tratamentos que apresentaram maior taxa de sobrevivência foram: TWE (92%); CH+TWE (92%); CH+ISO (88%) e TWE+CH+ISO (91%). O consumo de microalgas apresentou-se mais elevado nos tratamentos TWE e CH+TWE (7,1 ± 1,7 e 15 ± 2,9 x 103 cel. dia-1) respectivamente, e não apresentaram diferença significativa entre si, no entanto os tratamentos CH e CH+ISO (97 ± 8,7 e 86 ± 5,8 x 103 cel. dia-1) respectivamente, apontaram um menor consumo. No experimento 2 a produção de ovos do tratamento 25ºC (31,5 ovos fêmea-1 dia-1) foi maior do que nos de 20, 30 e 35ºC, e as maiores taxas de eclosão ocorreram nas temperaturas de 20ºC (71%) e 25ºC (94%). Os tratamentos 20ºC (90,2%) e 25ºC (91,6%) apresentaram a maior taxa de sobrevivência. A salinidade não foi um fator limitante para a produção de ovos, taxa de eclosão e sobrevivência. Os resultados revelaram que a melhor dieta para produção de ovos do copépodo A. lilljeborgi é o mix de algas das espécies Chaetoceros muelleri e Thalassiosira weissflogii, sendo que a produção de ovos viáveis por fêmeas adultas de A. lilljeborgi e a taxa de sobrevivência estão diretamente relacionadas com a qualidade alimentar oferecida, e que copépodos adultos desta espécie preferem microalgas com maiores dimensões (~10µm). A temperatura ideal para o cultivo de A. lilljeborgi está entre 20 e 25 ºC e por serem eurialinos, não apresentam variações na produção, taxa de eclosão e da sobrevivência quando expostos a diferentes salinidades.

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