HABILIDADE de Retorno de Bathygobiu Soporator (valenciennes, 1837)
(perciformes Gobiidae) em Poças de Maré

Nome: Camila Heloisa Silveira
Tipo: Dissertação de mestrado acadêmico
Data de publicação: 24/05/2011
Orientador:

Nomeordem decrescente Papel
Maurício Hostim Silva Orientador

Banca:

Nomeordem decrescente Papel
Jean-Christophe Joyeux Examinador Interno
José Roberto Verani Examinador Externo
Maurício Hostim Silva Orientador

Resumo: A habilidade de retorno a poças de maré por Bathygobius soporator foi investigada em recifes rochosos entre novembro de 2009 e janeiro de 2010, e nos meses de setembro e outubro de 2010 no norte do Espírito Santo, após a realocação dos indivíduos para locais adjacentes distantes 5m, 10m e 20 metros à poça de origem. A espécie apresentou taxa de retorno total de 55,5%. A distância que apresentou a maior média de retorno de peixes foi a de 10 metros (m) com 73,41% e os peixes maiores e ou iguais a 5 centímetros (cm), apresentaram 63,86 % de média de retorno, e os menores que 5cm apresentaram 49,12%. Quando a distância de deslocamento aumenta, percebe-se que os indivíduos maiores retornam com mais sucesso do que os espécimes menores, ênfase para a distância de 20 metros da poça principal, que a porcentagem média de retorno dos indivíduos maiores que 5 cm foi de 71% e para os menores que 5 cm foi somente 35%. Quanto ao tempo de retorno, para os indivíduos menores que retornam a poça de origem, quanto maior a distância de deslocamento, mais tempo demora em retornar, atingindo média de retorno de 54% em mais de três dias nos deslocamentos para 20 m. O presente estudo de retorno confirmou outros realizados anteriormente que os peixes do entremarés são capazes de retornar quando deslocados a distâncias maiores que 10 metros, apesar de não ser fiel a uma poça específica, e sim a uma área de vida, pois a distribuição observada da freqüência de retorno de B. soporator é consistente com a idéia de movimento ao longo da sua área de vida. Assim, adotou-se comportamento de retorno em um sentido mais estrito, definido por Gerking (1959) como o retorno a um lugar previamente ocupado, ao invés de ocupar outro lugar igualmente provável, e isso está de acordo com a sugestão de que Homing deve indicar que uma espécie tem capacidades de navegação e não que apenas a fidelidade a um lugar geográfico específico (Green, 1971).

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