O CONHECIMENTO ECOLÓGICO TRADICIONAL COMO FERRAMENTA PARA MAPEAMENTO DE AMBIENTES MARINHOS

Nome: João Batista Teixeira
Tipo: Dissertação de mestrado acadêmico
Data de publicação: 16/08/2010
Orientador:

Nomeordem decrescente Papel
Agnaldo Silva Martins Orientador

Banca:

Nomeordem decrescente Papel
Agnaldo Silva Martins Orientador
Alex Cardoso Bastos Examinador Interno
Rodrigo Leão de Moura Examinador Externo
Ronaldo Bastos Francini Filho Suplente Externo
Valéria da Silva Quaresma Suplente Interno

Resumo: O Conhecimento Ecológico Tradicional CET, que reflete o senso comum dos pescadores, possui alto potencial para contribuir em levantamentos de informações ambientais a um baixo custo, de forma rápida e tecnologicamente mais simples. Este conhecimento foi aplicado ao mapeamento do fundo marinho na costa sul do Espírito Santo, sudeste brasileiro, área com reconhecida importância ambiental, para subsidiar políticas públicas de gestão e conservação dos atributos naturais da região. O método de obtenção do CET foi sistematicamente planejado em cinco etapas, contando com uma análise de consensos, a fim de minimizar distorções entre os pescadores e entre as comunidades consultadas. Para avaliar a precisão e acurácia desse mapeamento, foi realizada uma amostragem com Sidescan Sonar (verdade de campo) percorrendo as interfaces das feições identificadas pelos pescadores, o que permitiu uma análise comparativa avaliando a sobreposição e a proximidade dos mapas, além da margem de erro do método desenvolvido. Cerca de 3.000 km2 foram mapeados pelos pescadores, identificando áreas de: "calcário", "areia", "lama" e "estruturas_recifais". O trajeto percorrido com o Sidescan Sonar foi de aproximadamente 360 km, com varredura média de 400 m. As análises de sobreposição e proximidade mostraram que as áreas de estruturas_recifais e areia devem ser interpretadas com a presença de calcário em suas composições, na forma de recifes biogênicos e cascalho grosso, respectivamente. A margem de erro do método variou até 1.600 metros, e o fundo marinho mapeado através do CET revelou ser uma alternativa válida, em termos de custo-benefício, percentual de acertos e margem de erro, para o mapeamento dos habitats marinhos como subsidio a gestão e conservação e/ou como ponto de partida para o planejamento de amostragens em pesquisas mais detalhadas, devendo-se atentar para o significado de cada tipo de fundo associado ao imaginário popular e as influências das diferentes culturas na identificação das feições mapeadas.
Palavras-chaves: Pescadores • Sistema de Informações Geográficas Participativo • Habitats • Fundo do mar • Sidescan sonar • Áreas marinhas protegidas

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