INFLUÊNCIA DE DIFERENTES DIETAS ALIMENTARES NA PRODUÇÃO DE OVOS DO COPÉPODO Acartia lilljeborgi, GIESBRECHTI, 1892.

Nome: Rodrigo Leandro Santos Gualandi
Tipo: Dissertação de mestrado acadêmico
Data de publicação: 01/03/2010
Orientador:

Nomeordem decrescente Papel
Luiz Fernando Loureiro Fernandes Orientador

Banca:

Nomeordem decrescente Papel
Camilo Dias Júnior Examinador Interno
Luiz Fernando Loureiro Fernandes Orientador

Resumo: A alimentação é um dos fatores que mais influenciam no processo reprodutivo dos copépodos e no sucesso de seu uso em aquicultura. Baseando-se nisso, o presente estudo teve por objetivo avaliar diferentes dietas alimentares na produção de ovos de Acartia lilljeborgi, utilizando 3 espécies de microalgas: Chaetoceros muelleri, Thalassiosira weissflogii e Nannochloropsis oculata. Para isso, foram realizados 3 experimentos, os quais analisaram: (1) quais as melhores microalgas; (2) a proporção mais adequada das duas espécies de maior produção; e (3) a concentração alimentar ideal. O primeiro experimento analisou quatro dietas multi-específicas em iguais proporções (1:1 ou 1:1:1) T. weissflogii + C. muelleri (TC), T. weissflogii + N. oculata (TN), C. muelleri + N. oculata (CM) e T. weissflogii + C. muelleri + N. oculata (TCN). Utilizando as microalgas C. muelleri e T. weissflogii, o segundo experimento testou diferentes proporções das mesmas, baseados na porcentagem de C. muelleri na dieta (C0, C25, C50, C75 e C100) No terceiro experimento foram analisadas 5 concentrações diferentes - 75, 150, 300, 600 e 1200 μgC/L utilizando a proporção C75. A produção média de ovos entre todos os experimentos variou de 19 (±3) e 45 (±5) ovos/fêmea/dia. A microalga N. oculata apresentou efeitos adversos na produção de ovos, enquanto que C. muelleri foi a espécie mais adequada para o processo reprodutivo de A. lilljeborgi. A adição de uma pequena porção de T. weissflogii à dieta monoalgal de C. muelleri foi benéfica, incrementando a produção. A superioridade dessas algas foi atribuída principalmente a sua composição de ácidos graxos, especialmente em C. muelleri. Quanto à concentração alimentar, não houve diferenças significativas entre os tratamentos testados. Apesar disso, foi observada uma tendência à saturação na produção de ovos próxima à concentração de 600 μgC/L, visto que a concentração maior testada (1200 μgC/L) apresentou uma ligeira redução. Assim, conclui-se que a melhor dieta para a produção de ovos de Acartia lilljeborgi é composta por C. muelleri e T. weissflogii, na proporção C75 (3:1), em uma concentração entre 300 e 600 μgC/L.

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