Toxicidade aguda do cobre sobre o robalo peva,
Centropomus parallelus (Teleostei: Centropomidae)

Nome: Bruno de Laquila Oliveira
Tipo: Dissertação de mestrado acadêmico
Data de publicação: 10/12/2009
Orientador:

Nomeordem decrescente Papel
Luiz Fernando Loureiro Fernandes Orientador

Resumo: A avaliação dos efeitos subletais de contaminantes em espécies chaves, como o
robalo, é de suma importância para a avaliação de mutagênese e alterações
genéticas que possam acarretar perturbações populacionais, além da
possibilidade de transferência destes contaminantes por bioacumulação na cadeia
trófica. Esta pesquisa teve como objetivo avaliar a toxicidade aguda do cobre no
robalo-peva (Centropomus parallelus) através do método de concentração letal de
cobre em 50% dos indivíduos (CL50); determinar os efeitos subletais expondo os
indivíduos às concentrações de 25 e 50% da CL50; e avaliar a recuperação dos
organismos que foram expostos a concentração de 50% da CL50 após o retorno
para água sem acréscimo de cobre por 96 e 240 horas, observando situações de
mutagênese e genotoxicidade através do ensaio do cometa e teste do
micronúcleo. A concentração de cobre nas brânquias de Centropomus parallelus
ocorrida nas primeiras 24 horas obteve valores próximos aos organismos expostos
a 96 horas, indicando uma saturação do metal no tecido. O ensaio do cometa não
apresentou diferença significativa entre as concentrações de cobre, porém ambas
tiveram diferença em relação ao controle. Mesmo para o intervalo de 24 horas e a
menor concentração, houve diferença significativa, demonstrando rápida resposta
do organismo ao ensaio do cometa. No teste do micronúcleo foi encontrado
valores em média três vezes maiores entre o controle e as concentrações de 0,48
e 0,96 mg/L de cobre, demonstrando ser um metal altamente tóxico para C.
parallelus. Os efeitos genotóxicos do ensaio cometa e teste do micronúcleo sobre
Centropomus parallelus frente à toxicidade do cobre puderam ser evidenciados
com clareza, indicando estes como bons biomarcadores de toxicidade ao cobre
para esta espécie. O ensaio cometa e teste do micronúcleo mostraram que houve
recuperação dos organismos submetidos a um tempo de recuperação por 96 e
240 horas, evidenciando que o dano em C. parallelus causado pela contaminação
por cobre é um processo reversível, desde que o ambiente deixe de receber
aporte deste metal. O teste do micronúcleo mostrou-se o método mais eficiente
para avaliação do impacto do cobre sobre C. parallelus.

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