ECOFÁCIES E FACIOLÓGICA DOS SEDIMENTOS DE FUNDO DA BAÍA DE VITÓRIA E.S.

Nome: Paulo Veronez Júnior
Tipo: Dissertação de mestrado acadêmico
Data de publicação: 14/09/2009
Orientador:

Nomeordem decrescente Papel
Alex Cardoso Bastos Orientador

Banca:

Nomeordem decrescente Papel
Alex Cardoso Bastos Orientador

Resumo: A Baía de Vitória é um ambiente naturalmente complexo, onde são praticadas atividades
antrópicas que impactam este ecossistema. Apesar da intervenção antrópica,
este ambiente apresenta características que mostram que o mesmo já sofreu mudanças
naturais de magnitude bem maior que as atuais alterações provocadas pela
atividade humana.
O presente trabalho é um estudo acerca dos aspectos sedimentares e morfológicos
da Baía de Vitória que visa uma melhor compreensão dos processos físicos e geológicos
dominantes. Este trabalho envolveu levantamentos sonográficos e de sísmica
rasa, sedimentos superficiais de fundo e uma compilação dos dados batimétricos
existentes na Baía de Vitória, além de dados obtidos por terceiros e devidamente
agregados a este trabalho em escritório.
Os resultados obtidos mostram que a distribuição de sedimento de fundo e a morfologia
da baía estão diretamente associados a evolução e dinâmica atual do sistema,
além das intervenções antrópicas. O sistema estuarino apresenta uma morfologia
caracterizada por um canal de maré que vem provocando erosão, e consequentemente,
expondo sedimentos mais antigos. Em termos da distribuição de sedimento
de fundo, o estuário apresenta na sua cabeceira um domínio de areias fluviais regressivas,
sendo substituídas gradativamente por lamas estuarinas regressivas,
principalmente ao longo das margens do canal e na planície de maré. Nos trechos
onde ocorre a erosão do canal principal, o fundo é marcado por lamas arenosas
transgressivas, ou seja, sedimento palimpsesto que se mistura com o aporte fino
atual. Em trechos de estrangulamento geomorfológico da baía, o aumento na velocidade
das correntes de maré provoca erosão, expondo areias transgressivas no fundo
e formando dunas subaquosas. No trecho associado ao Canal do Porto de Vitório,
a ação antrópica modificou muito a morfologia e a distribuição do sedimento de
fundo. A desembocadura do estuário é caracterizada por areias litobioclásticas trangressivas
e marinhas.

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