INFLUÊNCIA DO GRAU DE EMBAIAMENTO NO TRASPORTE DE SEDIMENTOS DAS PRAIAS AO SUL DO ES

Nome: Fernanda Jurka Alves
Tipo: Dissertação de mestrado acadêmico
Data de publicação: 14/12/2018
Orientador:

Nome Papelordem decrescente
Jacqueline Albino Orientador

Banca:

Nome Papelordem decrescente
Dieter Carl Ernst Heino Muehe Examinador Externo
Fabian Sá Examinador Interno
Jacqueline Albino Orientador
Valéria da Silva Quaresma Suplente Interno

Resumo: A presente dissertação teve como objetivo avaliar a influência do grau de embaiamento na mobilidade e na suceptibilidade à erosão, sob diferentes eventos, em treze praias embaiadas do litoral sul do estado do Espírito Santo / BR. Para atingir o objetivo propostos, métodos distintos e complementares foram aplicados. Com levantamentos em campo foram investigados a variabilidade dos perfis topográficos e da granulometria das areias sob diferentes condições de incidências de ondas. Já remotamente, foram aplicados modelos em planta a séries temporais de imageamento de satélites para inferir os processos de mobilidade presentes em cada uma das praias, traçando a tendência geral do sistema praial deste trecho de costa como um todo. A interação da morfometria sobre o transporte foi obtida avaliando o comportamento em planta das praias (rotacional ou inundacional) a partir da aplicação do modelo parabólico em que as ondas de predominância para a região foram difratadas nos promontórios. Considerando a direção de entrada e as diferentes amplitude de arrebentação das ondas incidentes nos levantamentos de campo, o índice de endentação das praias, o tipo de circulação e a tendência a existirem trocas de sedimentos foram determinados. As variações de linha de costa, de acordo com as difrações sofridas pelos distintos espectros de ondas, permitiram inferir em quais casos a direção de abertura dos arcos à incidência das ondas era mais significativa que o grau de confinamento das mesmas. A mobilidade dos perfis topográficos indica que as praias de menores índices de embaimento apresentam alta variabilidade volumétrica sob distintos quadrantes de entradas de ondas. Porém. devido ao processo rotacional, e possivelmente oscilatorio, vigentes nestas praias, as mesmas mantém o equilíbrio dinâmico entre os perfis emersos e submersos, tornado-as mais estáveis que as praias mais confinadas. Praias confinadas possuem menores volumes de sedimento emerso e consequentemente, as menores amplitudes de variação de seu volume. Contudo, seu equilíbrio estático é mais facilmente perturbado pela intensidade da incidência das ondas e passam a exportar sedimentos para fora de seus embaiamentos. Justamente por serem mais confinadas tendem a ter um tempo de restabelicimento do volume exportado mais longo. De maneira geral, os resultados apontam que, para o litoral sul do ES, os embaimentos têm papel de proteção das praias até o limite em que a incidência e amplitude de arrebentação de ondas façam com que o confinamento do embaimento favoreça a formação de correntes de retorno. Estas intensificam a mobilização e consequente exportação de sedimentos para fora da célula praial, tornando assim as praias mais confinadas mais sensíveis e vulneráveis. Tendo em conta o aumento da frequecia de eventos de alta energia (tempestades e entradas de frentes) no litoral do Espírito Santo e que o perfil de fechamento das praias em análise estão em sua maioria fora dos embaimentos é imperativo que a gestão costeira dessa região, considere este sistema morfodinâmico praial como integrado.

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