O Boto-cinza (sotalia Guianensis) no Estuário dos Rios Piraquê-açu e Piraquê-mirim, Sudeste do Brasil: Ocorrência, Uso do Habitat, Padrão Comportamental e Percepção da Comunidade Tradicional Vitória

Nome: Aldo Marcello Costa Bicalho
Tipo: Dissertação de mestrado acadêmico
Data de publicação: 28/03/2018
Orientador:

Nomeordem decrescente Papel
Ana Paula Cazerta Farro Orientador

Banca:

Nomeordem decrescente Papel
Agnaldo Silva Martins Examinador Interno
Ana Lucia Cypriano de Souza Examinador Externo
Ana Paula Cazerta Farro Orientador
Luiz Fernando Loureiro Fernandes Suplente Interno
Maurício Hostim Silva Suplente Interno

Resumo: O boto-cinza (Sotalia guianensis) é um pequeno cetáceo, com distribuição ampla e
endêmica ao Oceano Atlântico tropical e subtropical, sendo facilmente observado
nas regiões costeiras e estuarinas. As informações relacionadas a essa espécie em
águas brasileiras são escassas e pontuais, assim, o objetivo deste estudo é
conhecer a ecologia do boto-cinza no estuário dos rios Piraquê-Açu e Piraquê-Mirim,
Aracruz, ES. No Brasil, a espécie encontra-se em situação de vulnerabilidade quanto
à conservação de suas populações. O monitoramento do estuário para avaliação da
presença do boto-cinza foi realizado por meio de duas metodologias: ponto fixo e
embarcado. O monitoramento por ponto fixo foi realizado semanalmente em dois
pontos de amostragem, com duração de cinco horas diárias por ponto, entre abril de
2016 e maio de 2017. O monitoramento embarcado foi realizado mensalmente em
seis pontos de amostragem, com duração de cinco horas por saída, entre os meses
julho de 2016 e julho de 2017. Os parâmetros ambientais avaliados foram o
potencial hidrogeniônico, a temperatura superficial da água, o oxigênio dissolvido, a
salinidade, a turbidez, a velocidade dos ventos, a precipitação, o nível e o tipo de
marés em todos os pontos do monitoramento por ponto fixo e do monitoramento
embarcado. As entrevistas etnográficas foram realizadas com 30 pescadores
artesanais que atuam no litoral norte do Espírito Santo e com 30 catadores de
caranguejo que atuam na região de Aracruz. A ocorrência do boto cinza foi
verificada no estuário e apresentou uma variação sazonal, com maior presença da
espécie na primavera e verão. A entrada no estuário foi favorecida pela maré
enchente e o uso preferencial do habitat foi para deslocamento e alimentação. Não
foi verificada correlação entre os parâmetros analisados e a ocorrência da espécie
no ambiente estuarino, com exceção da velocidade dos ventos. O conhecimento
ecológico local dos pescadores artesanais e catadores de caranguejo a respeito do
boto-cinza coincidem com o descrito na literatura e com o observado durante o
monitoramento realizado nesta pesquisa e acrescentam importantes informações ao
conhecimento científico sobre a espécie. A visão positiva a respeito do boto-cinza
por parte da comunidade local representa uma importante ferramenta para
propostas de gestão e conservação da espécie na região.

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