Histórico

Em 1995, o Departamento de Geociências, pertencente ao então chamado Centro de Ciências Gerais (CEG), atualmente Centro de Ciências Humanas e Naturais (CCHN), foi dividido em Departamento de Ecologia e Recursos Naturais (DERN) e Departamento de Geografia. Em meados daquele ano, o colegiado do DERN (hoje Departamento de Oceanografia e Ecologia) pôde contar com uma sede nova com aproximadamente 540m2, localizada no Campus Universitário de Goiabeiras em frente à lagoa da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES).
 
Na época, os onze professores (na equipe constava um único doutor) do Departamento ministravam 20 disciplinas (14 semestrais e 6 anuais) para seis cursos de graduação da UFES (Biologia, Geografia, Engenharia, Química, Arquitetura, Biologia São Mateus) e para o Curso de Especialização em Ecologia e Recursos Naturais. Com o passar do tempo, o corpo docente foi se modificando e se atualizando e novos pesquisadores foram integrados ao grupo. Atualmente, integram o corpo docente do DOC quinze professores (13 doutores e/ou pós-doutores). A grande maioria destes profissionais dedica suas pesquisas ao estudo dos ecossistemas aquáticos costeiros e marinhos.
 
A consolidação progressiva do grupo e foco em oceanografia e ecologia permitiu a participação dos docentes do DOC em projetos de pesquisa integrados nacionais e internacionais como o Programa de Avaliação do Potencial Sustentável dos Recursos Vivos na Zona Econômica Exclusiva (REVIZEE), o Programa Brasileiro de Intercâmbio em Maricultura (BMLP, com o Canadá), o Instituto do Milênio - Uso e Apropriação de Recursos Costeiros (RECOS), o Instituto do Milênio - Produtividade, Sustentabilidade e Utilização do Ecossistema do Banco de Abrolhos, o Monitoramento do Recife Artificial Marinho Victory 8B, Mapeamento da Sensibilidade Ambiental ao Óleo da Bacia Sedimentar Marítima do Espírito Santo, entre outros. Outros projetos fomentados por agências estaduais e municipais, FAPES e FACITEC (Prefeitura Municipal de Vitória) têm sido constantemente aprovados e executados pelos professores e alunos do DOC. Estes projetos, além de incentivar a integração de docentes e possibilitar uma positiva interação com pesquisadores de outras instituições, têm possibilitado uma sensível melhoria na capacitação do pessoal discente e na infra-estrutura de pesquisa. Além disso, recentemente, dois convênios com a Petrobrás e outro com o Ministério de Ciência e Tecnologia, para implantação de infra-estrutura de laboratórios foram assinados com a UFES sob a responsabilidade dos membros do departamento.
 
Outra importante realização do grupo foi a criação do Curso de Graduação (bacharelado) em Oceanografia no ano 2000, que já conta com varias turmas formadas, inserindo cerca de 25 oceanógrafos no mercado de trabalho por ano, i.e. ~85% dos ingressos. Em Janeiro de 2006, o DOC/UFES obteve, em regime de comodato junto à Prefeitura Municipal de Aracruz, as antigas instalações do Hotel da Torre em Santa Cruz para a criação da Base Oceanográfica da UFES, com uma área construída com aproximadamente 3.600 m2, onde as atividades do programa de pós-graduação são realizadas. Tanto a secretaria da pós, como vários laboratórios já funcionam na edificação que foi inaugurada em 29 de março de 2010.
 
Com a experiência adquirida na área marinha, em 2006, cinco professores do DOC já ministravam disciplinas e/ou orientavam alunos nos Cursos de Pós-graduação stricto sensu em Biologia Animal e Biologia Vegetal da UFES. Considerando a experiência acadêmico-científica adquirida pelos profissionais envolvidos nos sete Cursos de Especialização em Ecologia e Recursos Naturais e nos programas de mestrado citados, o colegiado do DOC submeteu à apreciação dos setores competentes da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) em 2006 uma proposta de criação de um programa de pós-graduação stricto sensu em Oceanografia Ambiental (Mestrado e Doutorado). No primeiro semestre de 2007, o programa recebeu parecer favorável a sua implementação pela CAPES com conceito 4. Este era o segundo de oceanografia plena no Brasil, após o programa da UFPE (Hoje, outro curso de mestrado também já foi implementado na UERJ), porém é o único com o foco ambiental. Em julho do mesmo ano, já acontecia então a primeira seleção, com o início das atividades em 6 de agosto, com 6 alunos de pós-graduação. Hoje os cursos de Mestrado e Doutorado somam cerca de 50 alunos.
 
É importante ressaltar que a UFES percebeu a vocação natural do Espírito Santo para as ciências marinhas, pois o estado, contanto com as 200 milhas da ZEE, tem mais superfície marinha que terrestre. O mar capixaba apresenta um laboratório oceanográfico, contento corais, praias, baías, estuários e mar profundo com características únicas, além de uma cadeia submarina, a de Vitória-Trindade, e uma intensa e crescente indústria. Estes aspectos têm incentivado o DOC que em sete anos (de 2000 a 2007) implementou graduação, mestrado e doutorado em Oceanografia.
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